As mudanças bruscas de temperatura, nessas últimas duas semanas, têm levado muitas crianças aos consultórios médicos e aumentado a preocupação dos pais com problemas respiratórios.
Doenças como gripe, bronquiolite, pneumonia, crises de asma e rinite podem se tornar mais frequentes, especialmente entre os pequenos, que ainda estão desenvolvendo o sistema de defesa do organismo.
E o impacto não está apenas no frio. Quando a temperatura oscila rapidamente, as mucosas do nariz e da garganta podem ficar mais ressecadas e irritadas, prejudicando uma das barreiras naturais contra vírus e bactérias.
O cenário também chama atenção para os efeitos mais amplos das mudanças climáticas sobre a saúde infantil. Eventos extremos, alterações de temperatura, poluição e mudanças na circulação de doenças estão entre os fatores que podem trazer novos desafios para o atendimento pediátrico.
O médico pediatra Daniel Campos Luce confirma que o tempo seco já representa um fator que aumenta a procura por atendimento e pode intensificar sintomas respiratórios nas crianças.
Nesse período, cuidados simples podem ajudar a diminuir os riscos. Manter a criança bem hidratada é importante, mesmo quando não está calor. Dentro de casa, o ideal é manter os ambientes limpos e arejados, evitando poeira e excesso de aglomeração.
Na prevenção das infecções, a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas. Manter a caderneta das crianças atualizada, especialmente para as doenças respiratórias e aquelas previstas no calendário vacinal, reduz o risco de quadros graves.
A higiene também conta: lavar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições e depois de chegar da rua, além de evitar compartilhar objetos pessoais, ajuda a diminuir a transmissão de vírus.
E os pais devem procurar atendimento diante de sinais como dificuldade para respirar, febre persistente, sonolência excessiva, recusa importante de líquidos ou alimentos, chiado no peito ou piora progressiva dos sintomas.
Em meio às oscilações do clima, prevenção e atenção aos primeiros sinais continuam sendo os principais caminhos para proteger as crianças.
Foto: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM