O avanço rápido no consumo de cigarros eletrônicos entre os jovens no Brasil, também conhecidos como vapes ou pods, acendeu o alerta vermelho nos órgãos de saúde pública.
Estudos recentes apontam que cerca de 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram estes dispositivos, impulsionados pelo comércio ilegal online, além do design atraente, a diversidade de sabores e a falsa ideia de que os cigarros eletrônicos são inofensivos.
Em Pará de Minas, mesmo sem estatísticas oficiais, já é possível perceber que os vapes também caíram no gosto da juventude, principalmente em festas e eventos ao ar livre.
Mas na contramão da modinha dos cigarros eletrônicos, os órgãos de saúde vêm intensificando campanhas de conscientização, destacando os riscos do uso dos vapes.
O assunto tem ocupado espaço amplo na agenda da equipe multidisciplinar de Atenção Básica da Saúde, segundo confirmou a coordenadora do setor, Meire Campos Francisco.
A clandestinidade é uma das maiores preocupações do setor, segundo foi confirmado por Meire:
Ela também lembra que existem ações de conscientização e prevenção dentro do Programa de Combate ao Tabaco, com frentes de trabalho até nas escolas.
Pessoas que já fazem uso, tanto de vapes quanto de cigarros de papel ou de palha, podem buscar ajuda para abandonar o vício através dos grupos antitabagismo. Eles estão presentes em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.