O Brasil vem registrando crescimento alarmante na violência de gênero e no feminicídio, elevando a preocupação de autoridades e especialistas em segurança pública.
Minas Gerais ocupa posição de destaque negativo no ranking nacional, em números absolutos de violência contra a mulher. Foram 78 assassinatos, apenas nos primeiros seis meses do ano.
Este cenário tem levado grupos voluntários, associações e outras entidades a reforçar a atuação, tanto no acolhimento às vitimas de violência quanto no trabalho preventivo.
Em Pará de Minas, a Associação Por Elas tem atuado no acolhimento, através de parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal. A psicóloga Andréa Moreira reforça que o espaço é de acolhimento e encaminhamento.
Andréa também deixa claro que a Procuradoria atua para que as mulheres possam ser ouvidas sem julgamentos.
A psicóloga reconhece que as vítimas ainda têm muito receio de buscar ajuda, daí a subnotificação dos casos. E com números que não refletem a realidade, as políticas públicas sobre o tema caminham mais devagar.
Já na atuação da Associação Por Elas, especificamente, Andréa destaca a importância do trabalho preventivo, através da informação e da educação.
Vale lembrar que a Procuradoria da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Câmara Municipal de Pará de Minas.