As urnas eletrônicas que serão usadas em Pará de Minas nas eleições de outubro só devem chegar ao Cartório Eleitoral no final de agosto, segundo informou o responsável pelo órgão, Moisés Januário.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais já iniciou o transporte delas, marcando a abertura da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. Ao todo, 55.813 urnas serão usadas no dia 4 de outubro para receber os votos dos eleitores mineiros.
Cerca de 30 funcionários atuam na separação dos equipamentos e no carregamento dos caminhões, que são 95 ao todo e vão percorrer mais de 70 mil quilômetros pelas estradas mineiras.
Reforço na conscientização do assédio eleitoral
Além de cuidar da distribuição das urnas eletrônicas, o TRE está fortalecendo a campanha sobre o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, prática proibida que pode resultar em indenizações, multas e outras penalidades.
O assédio eleitoral acontece quando patrões ou pessoas em posição de chefia utilizam sua autoridade para pressionar, constranger ou induzir funcionários a apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.
Essa influência pode ocorrer por meio de ameaças, promessas de benefícios ou qualquer outra forma de intimidação. Casos julgados recentemente demonstram as consequências dessa prática.
No estado de Goiás, na cidade de Rio Verde, uma indústria promoveu reuniões com funcionários e foi condenada a pagar R$1 mil para cada funcionário, a título de indenização.
Já em Vitória, no Espírito Santo, uma empresa foi condenada a indenizar uma vendedora em R$8 mil após ficar comprovado que os funcionários estavam sendo pressionados. Como a campanha eleitoral ainda nem começou, outras denúncias devem surgir.
Além de multas e indenizações por danos morais, empregadores que praticarem assédio eleitoral podem responder judicialmente e, conforme a gravidade do caso, sofrer sanções criminais.
Mas a Justiça Eleitoral também esclarece que nem toda conversa sobre política caracteriza assédio. O problema ocorre mesmo quando há pressão ou constrangimento.
Foto Ilustrativa: Arquivo Jornalismo/Rádio Santa Cruz FM