A formação de um ciclone-bomba ao longo da semana deixou parte do país sob alerta, sobretudo a região Sul do Brasil e o Rio de Janeiro.
Especialistas apontaram que o sistema poderia trazer temporais, granizo e ventanias severas para algumas regiões do país, inclusive para o sudeste neste fim de semana.
Mas a previsão não se confirmou. O ciclone chegou a provocar temporais e rajadas acima dos 100 km/h nos últimos dias, mas já está em alto-mar e se afasta cada vez mais da costa brasileira.
Com isso, os ventos começam a perder força sobre o continente. Mesmo assim, a previsão ainda é de ventania em áreas do Sul e do Sudeste, com rajadas que podem chegar a 90 km/h em alguns pontos.
Desde o alerta emitido pelo Inmet na última quinta-feira, muitos paraminenses começaram a buscar informações, temendo que o ciclone também provocasse mudanças climáticas severas por aqui.
Para entender melhor sobre o assunto, o JM conversou com Edson Cecílio Silva, coordenador da Defesa Civil de Pará de Minas. Ele explicou que o nome ‘bomba’ se dá pela formação rápida do ciclone, relacionada à pressão atmosférica.
Ele negou que os efeitos do fenômeno pudessem ser sentidos em Pará de Minas e explicou que o que deve acontecer, por agora, é o aumento da amplitude térmica e da intensidade dos ventos, situação comum para o mês de agosto.
Edson também destacou que a Defesa Civil tem monitorando estes fenômenos climáticos, mesmo diante da dificuldade da previsão sobre esses eventos.
Entre as ações preventivas apontadas por Edson, a serem adotadas pela população, está o combate às queimadas florestais. Segundo ele, os incêndios provocam fumaça que compromete ainda mais as mudanças climáticas, afetam a saúde da população e baixam, ainda mais, a umidade relativa do ar.